Tecnologias leves na atenção de usuários de drogas

Marcos Vinicius Ferreira dos Santos, Rosa Helena Gomes da Silva, Marluce Miguel de Siqueira

Resumo


Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que empregou a técnica do grupo focal com o objetivo de identificar sob a ótica dos usuários as tecnologias leves presentes no tratamento da dependência química oferecido em uma instituição hospitalar. Para tanto, escolheu-se intencionalmente dez usuários que estavam internadosem tratamento. Apartir dos resultados, notou-se que, apesar do local do estudo ser um serviço de internação, as tecnologias leves foram muito utilizadas e apontadas pelos sujeitos como relevantes para seu processo de recuperação. A confiança e o compromisso, as estratégias grupais e o Modelo dos Doze Passos emergiram como grandes questões nos discursos analisados.

 

Abstract: This is a qualitative study, which employed the technique of focus group with the aim of identifying the perspective of drug addicts with the soft technologies in treatment  in a hospital . To do so, we chose intentionally ten users who were admitted to treatment. In the analyzing the results it was noted that , despite the study site is a service of admission , soft technologies have been widely used and identified by subjects as relevant to their recovery process . Confidence and commitment, the group strategies and Model of Minnesota have emerged as major issues in the discourses analyzed.

Keywords: Mental health, Drug Abuse, Health evaluation

 


Palavras-chave


Avaliação em Saúde; Abuso de Drogas

Texto completo:

PDF/A

Referências


Vidal A. Psiquiatria. Buenos Aires: Editorial Médica Panamericana; 1986.

Medeiros EN. Prevalência dos Transtornos Mentais e Perfil Socioeconômico dos Usuários Atendidos nos Serviços de Saúde em Municípios Paraibanos [Monografia]. João Pessoa: Universidade Federal da Paraíba – UFPB; 2005.

Olschowsky A, Glanzner CH, Mielke FB, Kantorski LP, Wetzel C. Avaliação de um Centro de Atenção Psicossocial: a realidade em Foz do Iguaçu. Rev. esc. Enferm. 2009; 43(4): 781-787.

Ribeiro M. Organização de serviços para o tratamento da dependência do álcool. Rev. Bras. Psiquiatr. 2004; 26(1): 50-62.

Szupszynski KPDR, Oliveira M.S. O Modelo Transteórico no tratamento da dependência química. Psicol. teor. prat. 2008; 10(1): 162-173.

Brasil. Ministério da Saúde. A política do Ministério da Saúde para a atenção integral a usuários de álcool e outras drogas. Brasília: Ministério da Saúde; 2004.

Wetzel C, Kantorski LP. Avaliação de serviços em saúde mental no contexto da reforma psiquiátrica. Texto contexto - enferm. 2004; 13(4): 593-598.

Maragno L, Goldbaum M, Gianini RJ, Novaes HMD, César CLG. Prevalência de transtornos mentais comuns em populações atendidas pelo Programa Saúde da Família (QUALIS) no Município de São Paulo, Brasil. Cad. Saúde Pública. 2006; 22(8): 639-348.

Merhy EE. Em busca do tempo perdido: a micropolítica do trabalho vivo em saúde. In: Merhy EE, Onocko R. organizadores. Agir em saúde um desafio para o público. São Paulo: Editora Hucitec; 1997. p. 71-112.

Merhy, EE. Saúde a cartografia do trabalho vivo. São Paulo: Editora Hucitec; 2002.

Jorge MSB, Pinto DM, Quinderé PHD, Pinto AGA, Sousa FSP, Cavalcante CM. Promoção da Saúde Mental - Tecnologias do Cuidado: vínculo, acolhimento, co-responsabilização e autonomia. Ciênc. saúde coletiva. 2011; 16(7): 3051-3060.

Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo - Rio de Janeiro: Editora Hucitec - ABRASCO; 1992.

Mayan MJ. An introduction to qualitative methods: a training module for students and professionals. Edmonton: Universidade of Alberta; 2001.

Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições setenta; 2004.

Abrahão AL, Freitas CSF. Modos de cuidar em saúde pública: o trabalho grupal na rede básica de saúde. Rev. Enferm. UERJ. 2009; 17(3): 436-441.

Silva ALAC, Munari DB, Lima FV, Oliveira WS. Atividades grupais em saúde coletiva: características, possibilidades e limites. Revista de Enfermagem da UERJ. 2003; 11(1): 18-24.

Maffacciolli R. Os grupos na atenção básica de saúde de Porto Alegre: uso e modos de intervenção terapêutica [Monografia]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS; 2006.

Zimerman DE, Osório LC, colaboradores. Como trabalhamos com grupos. Porto Alegre: Editora Artes Médicas; 1997.

Diehl A, Cordeiro DC, Laranjeira R, colaboradores. Dependência química: Prevenção, Tratamento e Políticas Públicas. Rio Grande do Sul: Editora Artmed; 2011.

Jahn AC, Rossato VMD, Oliveira SS, Melo EP. Grupo de ajuda como suporte aos alcoolistas. Rev. Esc. Anna Nery. 2007; 11(4): 645-649.

Souza AC, Colomé ICS, Costa LED, Oliveira, DLLC. A educação em saúde com grupos na comunidade: uma estratégia facilitadora da promoção da saúde. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2005; 26(2): 147-153.

Ferrarini E. Tóxicos e alcoolismo. São Paulo: Edição do autor; 1986.

Sousa DLM, Pinto AGA, Jorge MSB. Tecnologia das relações e o cuidado do outro nas abordagens terapêuticas grupais do centro de atenção psicossocial de Fortaleza- Ceará. Texto contexto Enferm. 2010; 19(1): 147-154.

Almeida A, Moraes B, Barroso C, Barros M, Sampaio J. Oficinas em saúde mental: relato experiências em Quixadas e Sobral. In: Costa CM, Figueredo AC. organizadores. Oficinas terapêuticas em saúde mental. Rio de Janeiro: Editora Contra Capa Livraria; 2004. p. 117- 134.

Juca VJS, Lima M, Nunes MO. A (re) invenção de tecnologias no contexto dos centros de atenção psicossocial: recepção e atividades grupais. Revista Saúde Mental. 2008; 6(11): 125-144.

Bourguignon LN, Guimarães ES, Siqueira MM. A atuação do enfermeiro nos grupos terapêuticos dos CAPS AD do Estado do Espírito Santo. Cogitare Enferm. 2010; 15(3): 467-473.

Bezerra JRB. Grupos: cultura psicológica e psicanálise. In: Lancetti A. Saúde Loucura 4: Grupos e coletivos. São Paulo: Editora Hucitec; 1993. p. 129-144.

Coelho MO, Jorge MSB. Tecnologia das relações como dispositivo do atendimento humanizado na atenção básica à saúde na perspectiva do acesso, do acolhimento e do vínculo. Rev. Ciênc. saúde coletiva. 2009; 14(1): 1523-1531 .

Winters KC, Stinchfield RD, Opland E, Weller C, Latimer WW. The effectiveness of Minnesota Model approach in the treatment of adolescent drug abusers. Addiction. 2000; 95. p. 601-612.

Alcoólicos Anônimos. Os doze passos e as doze tradições. São Paulo: JUNAAB - Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos; 2001.

Campos EA. As representações sobre o alcoolismo em uma associação de ex-bebedores: os Alcoólicos Anônimos. Cad. Saúde Pública. 2004; 20(5): 1379-1387.

Mendes A, Macedo JA. Alcoolismo: Um estudo sobre a importância dos centros especializados na modificação dos ébrios habituais. Juiz de Fora: Estação Científica; 2012.

Silva EA, Camargo BMV, Pavin T, Noto AR, Buscatti D, Sartori V, et al . As drogas no âmbito familiar, sob a perspectiva do cinema. Psicol. teor. prat. 2008; 10(1): 157-168.

Berg-Cross L, Jennings P, Baruch R. Cinematherapy: theory and application. Psychotherapy in Private Practice. 1990; 8(1): 135-157.

Tyson L, Foster L, Jones C. The process of cinematherapy as a therapeutic intervention. Alabama Counseling Association Journal. 2000; 26(1): 35-41.

Oliva VHS, Vianna A, Lotufo Neto F. Cinematerapia como Intervenção psicoterápica: Características, Aplicações e IDENTIFICAÇÃO de Técnicas cognitivo-comportamentais. Rev. psiquiatr. clín. 2010; 37(3): 138-144.

Lewis D, Weigert A. Trust as a social reality. Social Forces. 1985 ; 63(4) : 967-985.

Marques ACPR, Buscatti D, Formigoni MLOS. O abandono no tratamento da dependência de álcool e outras drogas: como diminuir este fenômeno? J. Bras. Dep. Quím. 2002; 30(1): 17-23.




Saúde & Transformação Social/Health & Social Change, ISSN 2178-7085, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.