Um olhar através das grades: Psicoterapia Comunitária dentro do presídio

Cynthia Raquel Ferrabol, Carlise Ines Groth

Resumo


A Psicoterapia Comunitária, considerada como um espaço onde se procura partilhar experiências e sabedorias vem surgindo como uma nova ferramenta de cuidado nos programas de inserção e apoio à saúde mental da população. O presente artigo relata o trabalho realizado a partir de um campo de estágio da Psicologia comunitária, desenvolvido em um Presidio. Relato de pesquisa qualitativo de abordagem descritiva e empírica. Foi realizado um total de dez sessões, duas por semana em um presídio, contando com doze participantesem média. Osresultados indicaram que falar sobre a sua vida e escutar problemas e sentimentos parecidos com os seus, faz com que as pessoas se apoiem mutuamente e encontrem maneiras de trabalhar seu próprio problema, diminuindo assim a ansiedade e o estresse, bem como o sentimento de solidão e frustração pela realidade em que vivem. As pessoas que estão privadas da vida em sociedade e consequentemente possuem relações interpessoais controladas, relatam sentimentos de desgaste psicológico, emocional e físico. A condição de viver dentro de um sistema prisional origina uma crise de identidade acompanhada de desgaste psíquico. Portanto, para que seja conservada a saúde mental e o bem estar dessas pessoas deve-se investir em mais trabalhos que tenham como objetivo diminuir o sofrimento das pessoas que vivem em reclusão. Procuramos, assim, contribuir com o desenvolvimento de ações no campo da Psicoterapia Comunitária.


Palavras-chave


Psicoterapia Comunitária, Psicologia e Saúde Mental

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Saúde & Transformação Social/Health & Social Change, ISSN 2178-7085, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.