Dispositivo terapêutico grupal para pacientes com adoecimento mental severo: uma interlocução com o território

Maria Cristina Zago, Bruneide Menegazzo Padilha

Resumo


O movimento pós-reforma psiquiátrica trouxe a urgência da elaboração de novos dispositivos terapêuticos no enfrentamento do adoecimento mental severo (severe mental illness, SMI). Este estudo apresenta um relato de experiência de um grupo de pacientes psiquiátricos (SMI) que se reuniam para praticar atividades físicas em um Centro de Convivência. O objetivo deste estudo foi tecer uma compreensão grupanalítica (psicoterapia de grupo de base analítica) da construção de uma membrana grupal segundo aplicação da técnica psicoterapêutica Grupo de Atividades Físicas. O grupo era aberto, heterogêneo quanto ao diagnóstico, gênero e idade; 16 pacientes, faixa etária: 27-56 anos. A técnica grupal, Grupo de Atividades Físicas, compreendia três momentos principais: 1-) caminhada (de ida e volta do Serviço ao Centro de Convivência); 2-atividade física coletiva e 3-) momento simbólico da sessão. Concluiu-se que a técnica utilizada, em seus diversos momentos, direcionou o grupo no sentido da organização psíquica. No decorrer das sessões, a dinâmica grupal foi dando notícia de um movimento de agregação, de tentativa de ser e ter corpo diante de angústias desagregadoras. 


Palavras-chave


Psicoterapia de grupo; Psicanálise; Saúde Mental.

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.