Um relato de pesquisa em Saúde Mental: Discussão sobre método e o fazer pesquisa neste contexto

Allan Henrique Gomes, Mariana Zabot Pasqualotto

Resumo


Este trabalho traz reflexões sobre a pesquisa em Saúde Mental, problematizando questões sobre método, e suas implicações neste contexto. Tais considerações são feitas com base na experiência de uma pesquisa, que voltou seu olhar para o cotidiano de dois sujeitos, usuários de serviços de saúde mental do município de Joinville – SC, tendo por objetivo analisar suas relações com os serviços e a forma como se constituem usuários de uma política de saúde mental. Discute-se nesse trabalho a compreensão de método, que ao invés de guiar-se pela busca de uma natureza racional, enreda-se na construção de um olhar sensível sobre a vida; e que se utiliza de intercessores, entre nossos modos de pensar e construir práticas, que nos permite estar diante do cotidiano que muitas vezes torna-se invisibilizado por alguns modos de pesquisar. Pensar no campo da loucura/saúde mental a partir de um olhar sensível foi, na experiência da pesquisa relatada, oportuno e também coerente, pois ao lidar-se com aspectos tão sutis envolvidos no campo da saúde mental de forma a encaixá-los em metodologias formais ou estratégias prontas, estes resultariam em análises simplistas daquilo que permitiria novos significados. Nesse sentido, pretende-se articular uma discussão que possa pensar sobre as formas de se fazer pesquisa em saúde mental e que permitem repensar os fazeres dos profissionais neste complexo campo.

Palavras-chave


Saúde mental; Pesquisa; Método; Cotidiano; Intercessores.

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.