A carga horária excessiva do curso de graduação em Medicina e sua repercussão na Saúde Mental do estudante

Hugo Norberto Gonzaga, Sérgio Octavio Kormann

Resumo


O Ministério da Educação (MEC) define uma carga horária mínima para os cursos de graduação em Medicina de 7.200 horas, sendo o curso de graduação com a maior carga horária no Brasil. Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), são exigidas 9.900 horas/aulas para se obter o diploma de Medicina. Os cursos que exigem maior carga horária, conforme as definições do MEC, além da Medicina, são os de Odontologia, Psicologia e Medicina Veterinária, todos com o mínimo 4.000 horas-aula, sendo esse número quase metade da quantidade exigida na Medicina. Sabe-se que, além das horas presenciais, são necessárias horas extras de estudos e atividades extra-curriculares, o que priva o estudante de praticar atividades físicas e de lazer, além de interferir no tempo de sono e também em sua vida social e afetiva. O objetivo desse estudo é de avaliar as mudanças que o curso de Medicina implica na vida pessoal e suas consequências na saúde mental do estudante. Para a realização deste estudo foi elaborado um questionário focando alguns aspectos que podem ter relação com qualidade de vida e sofrimento de ordem mental. Esse questionário foi aplicado a duas turmas de graduação em Medicina da UFSC, e os resultados analisados e interpretados.

Palavras-chave


Saúde Mental; Estudantes; Graduação; Medicina.

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.