O Teatro de Artaud como possibilidade de intervenção em Saúde Mental

Pedro Roberto Meinberg Garcia Filho

Resumo


A presente proposta de trabalho busca articular teoricamente a possibilidade de intervenção do “teatro da crueldade” de Antonin Artaud (1896-1948), dramaturgo francês, como atividade terapêutica alternativa e crítica para usuários e usuárias da rede de atenção psicossocial. Artaud concebe o teatro como o ponto de partilha e de criação de novas linguagens a partir da imanência dos gestos, expressões, mímica e som: para o seu “teatro da crueldade”, os gestos têm que ser transgredidos por uma linguagem não imitativa ou convencional. Em Artaud, o teatro tem a potência de projetar uma maneira inédita de combinações de signos no espaço, permitindo abrir um horizonte de novos significados não previsto nem mesmo para quem os articulou. O teatro artaudiano, segundo bibliografia consultada, vai do psicologismo à cosmogonia, ou seja, é um teatro que não busca explorar o psiquismo ou representar a vida interior de seus personagens no palco, mas procura explorar as possibilidades de mundo e variedade imensa de linguagens possíveis exploradas a partir dos próprios estados físicos e mentais dos encenadores e das encenadoras. É neste sentido, buscando um teatro não representacional, que surge a possibilidade de articular teatro, loucura e filosofia da diferença como possibilidade teórica para intervenções terapêuticas na área da saúde mental.


Palavras-chave


Teatro; Loucura; Antonin Artaud.

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.