Manicômio Judiciário: Pequeno ensaio sobre as forças que atuam nesse dispositivo

Caroline Schneider Brasil, Elizabete Rodrigues Coelho, Rafaela Schneider Brasil

Resumo


Este artigo pretende refletir sobre o Manicômio Judiciário a partir da perspectiva genealógica de análise, proposta por Michel Foucault. O caminho proposto pelo viés genealógico nos conduz a uma leitura das relações de saberpoder que atravessam a instituição em análise e, com isto, rompe-se com uma leitura linear e sem a marca das lutas nos processos que singularizam a experiência dos trabalhadores (as) nestes espaços. Neste texto, em específico, iniciamos nossa problematização chamando a fala e dando visibilidade a uma questão central: se for verdade que os contratos humanos atendem às necessidades de um tempo, ou seja, “constroem instituições”, que contrato é esse que se dá nos manicômios judiciários, hoje chamados institutos psiquiátricos forenses? Se as instituições dizem de quem somos nós, quem somos esse nós que se representa por essa instituição? Neste horizonte, tomamos o Manicômio Judicial, de forma geral, como um dispositivo que faz ver e falar, mas também, faz não ver e calar as forças que se configuram neste espaço. Neste texto se fala, principalmente, desde o lugar do psicólogo(a) num espaço tão marcado pelo discurso jurídico e médico. Acenamos para a idéia do Manicômio Judiciário como um dispositivo de criminalidade, a luz de como o define Cristina Rauter.

Palavras-chave


Manicômio Judiciário; perspectiva genealógica de análise; dispositivo de criminalidade

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.